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Une analyse du projet de numérisation français : défis et stratégies pour la préservation du patrimoine cinématographique au XXIè siècle.

Une analyse du projet de numérisation français : défis et stratégies pour la préservation du patrimoine cinématographique au XXIè siècle.

José QUENTAL

Dans le cadre d’une recherche franco-brésilienne la thèse porte sur les initiatives qui ont été mises en place par des pays européens face à une demande croisée de patrimonialisation et d’accessibilité aux films. En étudiant différentes stratégies politiques, Film forever en Angleterre, Images for the future aux Pays Bas et le Plan de numérisation du cinéma de patrimoine en France, nous analysons ce qui pourrait constituer une révolution patrimoniale.

En effet, les évolutions de l’environnement numérique du cinéma imposent un double questionnement : il s’agit d’une part de prendre en compte les enjeux de la numérisation d’un cinéma dit patrimonial et, d’autre part, de réfléchir à la chaîne opératoire conduisant à la patrimonialisation d’un objet totalement dématérialisé. En d’autres termes l’émergence du numérique nous permet de nous intéresser à la part sémiophorique (Pomian, 1987) du cinéma qui est l’objet central de toute patrimonialisation.

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A transformação da cadeia produtiva do cinema atingiu um ponto de inflexão nos últimos anos que nos permite dizer que hoje o cinema é digital. Porém, no campo da conservação cinematográfica esta revolução não acarretou benefícios. Ao contrário, a fragilidade dos arquivos digitais e a rapidez da obsolescência tecnológica vêm colocando em questão a preservação a longo prazo deste patrimônio. Paradoxalmente, diversos estudos apontam a necessidade da digitalização massiva do patrimônio cinematográfico sob o risco deste ficar inacessível num futuro próximo.

Na Europa, e na França em particular, diversas políticas públicas vêm sendo colocadas em prática com o objetivo de lidar com as incidências dessas mudanças. É o caso do Plano de digitalização de obras cinematográficas do patrimônio criado pelo governo Francês em 2012 cujo objetivo é a digitalização de parte do patrimônio fílmico deste país e sua disponibilização em novos suportes de exibição. Ações como esta acarretarão consequências fundamentais para o futuro do patrimônio destes países.

Se a migração do cinema para o digital é inexorável, e suas garantias de conservação mínimas, de que forma estas políticas podem estar definindo o patrimônio visível e acessível para as próximas gerações? Em que base estão sendo escolhidos os filmes à serem digitalizados? Como elas afetam os arquivos fílmicos e suas coleções? Esta comunicação tem por objetivo apresentar as bases teóricas e metodológicas que serão trabalhadas nesta pesquisa.